terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Segunda postagem

Bom dia!

Sei que ainda é cedo para ter alguém lendo esse blog (até porque não tenho intenção de divulgá-lo amplamente), mas já senti vontade de compartilhar com esse mundo desconhecido algumas coisas.

Tenho uma mania enorrrme de não dar presentes nas datas esperadas (aniversários, natal e etc). O problema é que não tenho inspiração para pensar no presente antes da data, e quando a data passa me sinto na obrigação de presentear (isso se aplica somente a algumas pessoas e a determinadas fases da minha vida).
O que importa dizer com isso é que neste ano resolvi dar presentes às minhas queridas amigas as quais não presenteei na data do aniversário, ou que senti vontade de presentear no natal. =)
Mas ando sofrendo.
O problema de se ter uma grande idéia uma vez, as pessoas sempre esperam uma grande idéia a altura ou maior (eu sei que IDÉIA não tem mais acento, mas ainda não me conformo e continuo colocando).
No aniversário de uma amiga minha neste ano a presenteei com uma caixa. Mas não era uma caixa qualquer. Vou explicar.
Ela estava fazendo 25 anos. A intenção era fazer uma caixa com 25 coisas essenciais a uma mulher. Para colocar isso no papel foi fácil, na hora de executar foi difícil, pq eu queria colocar coisas que parecessem com essa amiga. Então não tiveram 25 coisas e nem todas eram essenciais à uma mulher.

Na caixa tinha:
- uma bíblia;
- um filme de romance (pq toda mulher precisa de um momento mulherzinha. O filme era Orgulho e Preconceito);
- Uma barra de chocolate;
- prisilhas de cabelo;
- um colar;
- Um esmalte;
- Um imã de geladeira engraçadinho (era uma mulher conversando na lavanderia sobre um cara que estava lavando suas próprias roupas);
- 3 mini-cadernos: meus sonhos, meus desejos, meus ?? (esqueci o que era o outro);
- balões (minha amiga adooora balões e remete à festa, né?);
-  um lápis;
- mini marca-textos coloridos e com cheiro;
- um chaveiro de Paris (aos 15 anos ela foi à Europa);
- uma Ferrari amarela, da Hot Wheels (esse representa a liberdade do carro para qualquer um E uma brincadeira idiota de carro amarelo);
- uma fanta laranja pequena;
- uma carta que o conteúdo falava de 25 dias, horas, minutos, segundos, anos, meses... e em alguns trechos falava de 1/4.
- devia ter mais algumas coisas que eu não estou lembrando no momento.

O importante é o seguinte, ela gostou demais e mostrou a outras amigas nossas. E elas também adoraram a idéia.

A segunda grande idéia que eu tive nesse ano foi a seguinte:
No natal da família do meu pai, cada ano o amigo oculto é diferente. Um ano foi de frutas, no outro de personagens bíblicos, no outro artesanal, no outro cultural. Por duas vezes tivemos esse cultural. A segunda foi esse ano.
No amigo oculto artesanal eu fui a única que realmente fez o presente.
Até que fui criativa.
Comprei uma caixa para fazer decoupage (e todos os materiais necessários como tinta e cola).
Imprimi algumas fotos da minha tia, de quando ela era mais jovem, com a família, com seu pai, com seu esposo e com seu filho e colei em toda a caixa pelo lado de fora.
Dentro coloquei duas canecas e várias balinhas (pra não ficar vazia).
Embrulhei com papel celofane.
Foi legal, todo mundo gostou e eu gostei de fazer.

O amigo oculto cultural funciona assim. Você procura uma música, poema, poesia, livro, texto ou qualquer coisa que o faça lembrar da pessoa que você tirou ou que você deseja homenagear aquela pessoa.
Na primeira vez que tivemos esse amigo, eu não tinha muito contato com a pessoa, mas ela já fazia parte da família (história complicada). Peguei um texto de Martha Medeiros e dediquei a ela.
Nesse ano tirei minha avó.
Aí ficou difícil de achar alguém que já tivesse escrito alguma coisa que eu pudesse dedicar a ela.
Então tive a seguinte idéia. Eu mesma escrever alguma coisa a ela.
Escrevi uma carta.
Falei da sua importância para o sucesso da família, a razão pela qual hoje tem filhos e netos com ensino superior, busquei o significado do seu nome na internet, disse que talvez aquele significado não se adequasse tanto e fiz eu mesma uma descrição do que seria a Dona Teresa para mim.
Falei da importância de sua ascendência para seu caráter, e o quanto isso contribuiu para o caráter de sua descendência... enfim, fui inspirada.
O detalhe é que escrevi isso nas primeiras páginas de um caderno com a qual eu a presenteei.
Ela é compositora de hinos, poemas e poesias.
No final da carta disse que o presente era para lhe encorajar a continuar escrevendo sua história e enriquecendo a nossa.
Foi gracinha.
Eu também gostei de fazer.

O legal de fazer presentes personalizados (entenda-se aqueles que nós fazemos pensando na pessoa) é que a gente se envolve. E em cada detalhe a gente acaba refletindo mais sobre o que a pessoa gosta e buscando conhecer ela também.

Lógico que não é sempre que a inspiração baixa, tanto que já disse pra minha mãe que uma carta que a faz chorar tem prazo de 5 anos.

Ufa! Ainda tenho uns 3 anos pela frente. rs.

Dessa vez eu escrevi demais, mas queria compartilhar essas idéias gracinhas para tentar me inspirar a fazer os outros 5 presentes que tenho em mente.
Quem sabe até eu venha a colocar a foto deles aqui.
Desse eu não coloquei porque não tinha, ainda, a intenção de escrever sobre eles.

Beijinhos,

Até mais.

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